O que nós sabemos afinal de contas? Se tudo é mundano e passageiro, surge um medo inesperado de ficar pra trás, de ser esquecido. Sigo como que nessa luta insensata por algum amor, alguma atenção, por algum sentimento que dure além da nossa biologia inútil. Exercito-me com a cabeça, porque o corpo é preguiçoso, é lento, é feio, é cansado. Mas a mente também não é? Sim, também, talvez até mais, talvez até mais incomoda, e o que se pode fazer? Essa pergunta resume e conforta todas essas nossas pequenas questões antes de dormir, é uma boa pergunta.
Me perdi mais uma vez, me perdi no vão das tuas opiniões, eu me perdi onde vocês todos se encontram tão facilmente. Eu luto pra não me incluir fora dos seus grupos, mas o sentimento é natural, sinto muito. Como que prevendo todos os próximos acontecimentos eu fecho os olhos e espero o tempo passar. Eu não consigo ser tão maduro. Fui narciso demais pra vocês? O que mais nós devemos ser se não egoístas? Ainda tem tanto que eu quero fazer e eu faço tão pouco pra um dia poder fazer. Me cansa saber demais. Dói pensar.