sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ok

Ok... Ok, pouca coisa, pouca palavra, pouca sensação. Eles disseram. Nós ouvimos. Ok, pouca vontade, pouco saber, pouca saudade, pouco de tudo que me fez saber que era muito de nada. Vi de longe a brisa bater forte a minha porta, fechá-la, cá eu fiquei, fechei devagar os olhos, adormeci, nadei nos meus sonhos, tentando me afogar, bati a cabeça numa pedra. Ok, pouca poção, pouco demais, pouco de muito, fecho aqui todos livros e cartas entreabertas, te conto o que  eu não quis antes, contar, melhor, deixo-me calado, decifra-te e depois me conta, melhor, não me conta, guarda pra ti, finge que é teu. Ok, pouca imagem, pouco sumiço, não vejo mais ele aqui.

Ok, pouca felicidade, muita melancolia, você, pegue essas facas, sim, segure-as, todas, sem medo, com vontade, atire-as em mim, uma a uma, não sei a velocidade, não sei se vi, mas lance-as, não vai errar, confie em mim. Rasgue, não cole, nem tente, acabou, sumiu. Ok, fez-se assim de verdade, de mentira, de faz de conta, de omissão, do que mesmo? Ok, acabo aqui, digo sim, digo não, não digo nada, digo o que eu não quero dizer, fico calado, desarmado, a cabeça cheia, feia, feita, adeus, digo, não digo, dane-se. Ok, é só. Ok.

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